Críticas

Published on May 5th, 2018 | by UaiNerd

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Jogos Vorazes: A Esperança (O Final) – Crítica

A palavra voraz só ficou mesmo no nome. Acompanhei a franquia de perto desde a escolha do elenco e assistindo a todos os filmes, e à princípio fiquei extasiada com o primeiro, mas no decorrer da sequência acabei por sentir que tudo terminou de modo  um tanto quanto morno. Não digo que o filme é ruim, pois não é, mas a verdade é que você vai acreditando que verá algo diferente e explosivo o qual fez você se apaixonar pelos anteriores e ao sair da sala o que resta é uma grande sensação de que faltou algo mais.

Katniss (Jennifer Lawrence) continua sendo um fantoche de ambos os lados, tanto da Capital, quanto da Rebelião, e francamente não parece ter voz ativa enquanto a cada momento seus passos são monitorados. Gale (Liam Hemsworth) está mudado ao extremo – esqueçam o cara legal do primeiro filme e vejam-no tornar-se um soldado frio e calculista. Enquanto isso, o pobre Peeta (Josh Hutcherson) parece mais perdido do que nunca. Destituído da ação a qual estávamos acostumados, foi desapontador descobrir que primeira cena que te faz liberar adrenalina ocorre somente após quase meia hora de filme, o que chegou a trazer aquela sensação de sono a quem o assistia. Há tantos personagens para se contar história que não foram devidamente aproveitados, tanta coisa que ficou em aberto que me assustei ao me deparar com a falta de aproveitamento do enredo e do elenco. Embora eu seja uma chorona assumida, o filme não conseguiu me sensibilizar com as mortes de personagens chaves – o mesmo não aconteceu a uma garota da minha sessão que chorou de soluçar, confirmando a possibilidade de que para quem leu os livros, toda aquela leva de personagens poderia estar fazendo todo o sentido, ainda que à quem apenas assistiu aos filmes estivesse um pouco perdido numa cadeia de eventos superficiais e desprovidos de certa emoção.

Entretanto, nem tudo foi ruim. É preciso reconhecer que o dilema de Peeta e sua confusão mental sobre Katniss ser ou não sua inimiga trouxe dinamicidade ao longa, e que embora eu já soubesse o que aconteceria, Jennifer Lawrence com sua atuação brilhante, além de beleza inquestionável, convenceu a quem estava ansioso para assistir a película. Julianne Moore como a presidente Coin me fez odiá-la com um simples olhar; Donald Sutherland como o lendário Snow esteve incrível no papel e trouxe uma reviravolta quando pouco antes de seu fim trágico quase conseguiu transformar a Rebelião nos Septuagésimos Jogos Vorazes; e Philip Seymour Hoffman, que descansou em paz em seu pequeníssimo tempo de tela, continuou sendo uma peça fundamental.

De fato faltou o diferencial que me fez amar a franquia, mas Jogos Vorazes: A Esperança parte 2 não é uma completa perda de tempo. Assistível, mas recomendo que o esperem sair no Netflix.

Jogos Vorazes: A Esperança (O Final) – Crítica UaiNerd

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