Críticas

Published on May 18th, 2018 | by UaiNerd

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Z For Zachariah – Crítica

O novo longa de ficção científica Z for Zachariah dirigido por Craig Zobel e estrelado por Chris Pine não foi um dos maiores sucessos do ator, sobretudo, tem lá seus méritos. Em projeto desde 2009 após ser citado pela Black list – lista que trata dos melhores roteiros ainda não utilizados, e baseado na obra de Robert C. O’Brien, o filme, que possui o mesmo nome do livro, relata a vida no planeta água com as mínimas condições de existência e mostra como as relações interpessoais podem ser destrutivas.

A história baseia-se numa Terra pós-apocalíptica e mostra Ann (Margot Robbie), uma tímida garota humilde cuja após perder toda a família em consequência das condições do planeta, se encontra sozinha enquanto sobrevive de subsistência. Ao perder as esperanças de encontrar qualquer outro ser humano pelo resto da sua vida, eis que surge o engenheiro de pesquisa John Loomis (Chiwetel Ejiofor) lhe retornando a esperança a respeito do medo da eterna solidão. Após a moça salvá-lo da morte devido à exposição de água contaminada por elementos radioativos, os dois passam, então, a viver sobre o mesmo teto e dividir não só experiências, como sentimentos. Todavia, quando a comida começa a desaparecer, Caleb (Chris Pine), o culpado, aparece como um estranho faminto e decide ajudá-los na missão de criar uma pequena usina hidrelétrica e assim garantir um inverno menos doloroso. Ann, intrigada, acaba se interessando por Caleb, o qual corresponde e gradativamente conquista o coração que outrora pertenceu ao cético Sr. Loomis. Esse, então, decide que Ann será sua e que vai fazer de tudo para isso acontecer.

Bom, como já estou ficando acostumada a filmes de ficção pós-apocalípticos terem mais drama do que qualquer outro gênero, não me decepcionou. Não é um filme pra quem espera grandes cenas impactantes, mas não deixa a desejar e também não fica enrolando uma hora e meia pra se tornar interessante nos últimos 10 minutos. “Z for Zachariah” mostra o quão longe o ser humano pode chegar motivado pela possessividade e pelo medo de ficar sozinho – principalmente se exposto à solidão extrema -, e isso inclui mentiras, traição e assassinato. Dito isso, temos um trio de personalidades confusas e timidamente conturbadas. Um engenheiro egoísta, cético e obsessivo. Uma moça humilde que não sabe o que quer da vida além de querer decididamente se envolver com qualquer um do sexo oposto. Um mineiro que é um ladrão sem crise de consciência, mas acaba sendo estranhamente o mais sincero dos três.

Os atores, que são incríveis, diga-se de passagem, tiveram excelentes atuações e conseguiram passar exatamente o que suas personagens estavam sentindo e quem realmente eram; não tem como ser diferente quando se tem Chris pine (“Star Trek”, “A Origem dos Guardiões”) e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”, “2012”) no mesmo elenco. Margot Robbie (“O Lobo de Wall Street, “Esquadrão Suicida”) que substituiu Amanda Seyfried, atuou muito bem e mostrou que havia sido parte de uma substituição realizada com sucesso. Não é pra menos que o filme foi citado no festival Sundance e obteve diversas críticas positivas. Além disso, em um curto período de tempo – cerca de 90 minutos – foi possível presenciar alguns bons diálogos, embora não tão elaborados, até mesmo pela presença de apenas três personagens na produção. Como ainda não inventaram uma fórmula perfeita para filmes de sucesso, o final, talvez muito precoce, deixou algumas coisas no ar e acabou passando uma sensação de que faltou um aprofundamento no que estava acontecendo. Vale lembrar também que o longa serve de um alerta sobre os males da ganância humana e aonde ainda podemos chegar, caso não haja um retrocesso no que diz respeito ao mau aproveitamento da tecnologia e ao desrespeito ao planeta Terra.

A produção baseada no romance homônimo de 1975 de Robert C. O’Brien é dirigida por Craig Zobel e roteirizada Nissar Modi. Agradando a crítica, “Z for Zachariah” não traz muitas surpresas para quem o assiste, mas promete ser um longa com atuações impecáveis e um roteiro merecedor de destaque.

Z For Zachariah – Crítica UaiNerd

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