007 SEM TEMPO PARA MORRER- Crítica

Daniel Craig está de volta com sua última aparição do espião mais amado do cinema.

Após seis anos do último filme, vimos qual futuro levou James e sua nova namorada Madeleine, vivendo uma verdadeira lua de mel, a história de amor é interrompida quando vilões do passado retornam para atrapalhar os pombinhos.

Indo contra tudo que se aprendeu ao longo dos anos com o espião, o James Bond de Daniel Craig deixa sua marca, trazendo um filme onde vimos muito sobre quem é o ser humano James Bom e muito pouco do herói 007.

Obviamente, não faltam cenas de ação, contudo percebi uma falta de entusiasmo em suas realizações, dá para perceber que James está cansando da vida de 007 e através de suas feições e ações passa isso ao telespectador. O que me incomodou um pouco.

Digo isso, porque esse filme foi completamente diferente dos demais e mesmo que minha mente estivesse aberta para novas abordagens para o personagem, a falta de elementos que durante muitos anos foi posta em tela por diferentes atores faltou. Havia muito James e pouco Bond. O longa na minha opinião é uma redenção ao personagem algo nunca visto.

Enquanto os antigos filmes, buscavam colocar elementos fantásticos e vilões icônicos que marcaram uma geração, 007 Sem Tempo para Morrer peca nesses dois aspectos, tentando se diferenciar dos demais, entretanto passando do ponto.

Não há nada ilegal em deixar sua assinatura num personagem amado, porém deve ser feito com cautela. James Bond existe há muito tempo e marcou várias gerações, o sarcasmo, o charme, a frase de efeito e a bebida favorita é um patrimônio do personagem e vê essas coisas icônicas serem colocadas de lado me fizeram questionar o porquê do filme se chamar 007.

Algo que devo mencionar é o romance entre os personagens de Daniel Craig e Léa Seydoux, adoro os dois atores e sei o quanto são talentosos, mas não consegui digerir o casal, a história de romance deles, para mim não deu “match”

Outro fator que me frustrou muito foi o vilão de Rami Malek, ele não tinha uma forte presença, tanto que nem me lembro de seu nome e suas motivações e ideologias pareciam frases tão soltas que para mim ele está ali ou não, não havia diferença.

Vamos falar da bondgirl desse longa, Ana de Armas nos traz na minha opinião uma das melhores cenas de ação do filme, a personagem dela é inteligente, divertida e charmosa. Diferente da outra agente que transpira arrogância e completa falta de respeito ao legado que passa a carregar. Dizem que a primeira impressão é a que fica, por isso me desculpem quem gostou dela, mas Nomi (Lashana Lynch) não me trouxe boas memórias.

Nem preciso dizer que não gostei do final do filme, não condiz com tudo que aprendi com o personagem ao longo dos anos e ter essa mudança brusca em sua personalidade me deixou decepcionada.

NOTA: 3,5/5,0

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