A Maldição da Mansão Bly – Crítica

O amor pode se tornar uma maldição?

Uma nova história, uma nova casa e novos personagens lhe convidam para mergulhar nos estranhos acontecimentos de uma mansão em Bly, na Inglaterra.

Uma jovem americana de nome Danielle (Victoria Pedretti) se candidata a um emprego de au pair, o trabalho consiste em morar numa mansão no interior da Inglaterra e cuidar de dois irmãos que perderam seus pais e agora estão com seu tio Henry (Henry Thomas). Buscando fugir de seu passado a jovem acaba indo trabalhar na Mansão Bly e conhece os peculiares moradores do local, Owen (Rahul Kohli), Hannah (T’Nia Miller), Jamie (Amelia Eve) e as adoráveis crianças Flora (Amelie Bea Smith) e Miles (Benjamin Evan Ainsworth). Porém o que parecia ser um emprego estável e fácil se transforma num grande mistério que envolve morte, assassinato, maldições e amor.

O diretor Mike Flanagan, traz nessa nova narrativa, elementos que fizeram as pessoas se apaixonar por sua primeira obra A Maldição da Residência Hill, sua fotografia escura, seus planos longos e seus fantasmas compondo a ambientação, entretanto esse enredo falha em alguns aspectos e irei explicá-los a seguir.

Assim como Residência Hill a Mansão Bly possui sua história e cada fantasma ali representa uma parte dela, mas o que difere a primeira da segunda é que nela os espíritos pareciam possuir uma narrativa interessante por trás de sua origem enquanto na nova eles simplesmente pareciam jogados no ambiente apenas para serem descobertos pelos expectadores mais atentos. Os únicos que tiveram alguma importância foram os interpretados por Oliver Jackson Cohen e Tahirah Sharif, os eternos Romeu e Julieta, porém da maneira mais sinistra possível.  Outra coisa que me pareceu foram a colocação de alguns personagens na história apenas por questão de conveniência do roteiro, como o caso da criança sem rosto.

O que me fez gostar desse seriado foi o tema escolhido. Falar sobre amor parece ser fácil, sempre o vemos como algo singelo e puro. Aqui sua retratação busca a outra face, como o amor obsessivo, suicida e vingativo. Mostrando que até o mais puro dos sentimentos pode se tornar uma maldição.  Esse sentimento move as histórias dos personagens, sua ações e as consequências delas. Em outras palavras a Mansão Bly é fruto de uma maldição que nem mesmos os irmãos Winchester seriam capazes de quebrar.

Brincadeiras à parte, A Maldição da Mansão Bly possui 10 episódios e atrai um público que gosta de narrativas mais reflexivas com uma pita de mistério.

NOTA: 3,5/5,0

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