Alita: Anjo de Combate – Crítica

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Mais uma adaptação americana baseada em uma mangá, mas que parece que dessa vez deu certo.
O novo filme de Robert Rodriguez, conhecido por sua direção na saga Pequenos Espiões e Machete tem a função de dirigir essa obra baseada no mangá Yukito Kishiro. Num futuro muito distante, cyborgues e humanos convivem juntos. Há duas cidades, a primeira a Cidade do Aço onde vivem a ralé humana, enquanto em Zalen, a cidade flutuante vivem as pessoas escolhidas para viver no paraíso. Contudo nem tudo é o que parece.
Nesse meio somos apresentados a Dr. Ivo (Christoph Waltz), um brilhante médico/cientista que possui uma clínica onde ajuda robôs que não possuem muita condição a reporem suas peças. Numa visita ao ferro velho, encontra uma robô com o corpo completamente destruído, mas ainda com o cérebro em funcionamento. Ele, então apega, a conserta e coloca o nome de Alita. A princípio Alita parece ser uma adolescente robô normal, afinal não possui memoria da sua vida passada. Mas acontecimentos a fazem reviver suas habilidades nada convencionais.

Com um elenco de peso nos papeis principais, Alita mostra que é possível adaptar mangás sem transformá-los em parodias de suas próprias histórias. Claro que fiquei apreensiva, pois depois Dragon Ball Evolution e o controverso Death Note da Netflix, outra adaptação do gênero japonês não se mostrava muito convincente, mas felizmente eu estava enganada.

As cenas de ação são excelentes, a atuação da atriz Rosa Salazar, como Alita transpassa todos os sentimentos que são precisos. Mahershalla Ali (Green Book) encarna Vector que parece ter se inspirado no Morpheu de Matrix, com uma mistura “Cottonmouth” (vilão da 1ª temporada de Luke Cage), mas não deixando de ser incrível. Jennifer Connelly, como a Chiren nos faz temer pelas ações da personagens, mas ao mesmo tempo nos deixa a duvidar, pois não sabemos de que forma ela vai agir, Christoph Waltz, encarna um pai zeloso Keean Johnson é Hugo o interesse amoroso de Alita, mas sofreu uma adaptação de personalidade, pois no mangá o cara era um babaca, contudo no filme se mostra um cara zeloso com Alita e por fim e não menos importante Edward Norton, no papel do vilão mor Dr. Nova, uma espécie de Dr. Brown, mas sem a parte cômica.

Alita: Anjo de Combate  termina com um grande gancho para uma continuação que eu espero que aconteça, Alita pode não agradar aos fãs mais devotados da saga, mas para um público em geral pode-se transformar na nova saga de filmes que a indústria precisava.

NOTA: 4,0/5,0

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