DIA DO ESCRITOR – A PESSOA QUE TÊM O PODER DE CRIAR MUNDOS E CONTAR HISTÓRIAS.

Em 1960, sob as margens do I Festival do Escritor Brasileiro, o então ministro da Educação e Cultura Pedro Paulo Penido eternizou a data 25 de julho, como o Dia Nacional do Escritor, que tinha por objetivo incentivar a literatura entre os brasileiros. Muitas da vezes escutamos frases como “histórias nacionais não são boas” ou “brasileiro não gosta de ler” e outros sensos comuns criados para tentar explicar um problema que perpetua por décadas.

25 de julho — Dia Nacional do Escritor - Brasil Escola

Um estudo realizado divulgado em 2016, mostrou que a média lida por habitantes subiu em 4, para 4,96, parece um crescimento baixo, porém é algo animador, visto que as pessoas mais jovem tendem a ler mais, mas essa estatísticas diminui com o passar do anos.  Também ser escritor nacional não é fácil, a valorização do estrangeiro é muito forte e muita das vezes o leitor prefere investir n forasteiro do que no seu próprio povo.  Para isso conversarmos com dois autores nacionais que começaram a pouco tempo no mercado e dão uma perspectiva do mercado e suas inspirações.

Robert Kronos, escritor de fantasia e do livro “O Cavaleiro da Maldição”, uma obra que usa a mitologia grega como tema principal que conta a história de Susana, Guilherme e Leonardo que são transportados para um mundo desconhecido e precisam passar por diversas provações. Inspirado pelo autor George R. R. Martin e sua vontade enorme de viver Westeros, o autor desenvolveu seu próprio mundo. Começou sua carreira por volta de 2009, depois de assistir Harry Potter e a Ordem da Fênix. 

Kronos ainda fala sobre o mercado brasileiro literário, ele diz “Pavoroso. O mercado está concentrado nas mãos de pequenas empresas que só voltam seus olhos para o mercado estrangeiro, mas há um motivo pra isso: mesmo os leitores mais engajados ainda dão mais valor e preferência a autores internacionais.”, um fator que infelizmente é enorme na atualidade.  Porém mesmo com essa realidade, ele incentiva a novos escritores a não desistirem de seu sonhos e criar uma base de público antes de investir num romance mais longo igual a ele “o ideal seria começar com contos, talvez novelas e ir escrevendo muito até amadurecer a escrita”, ele ainda fala sobre o que aguarda do mercado “Espero que no futuro possamos nos orgulhar de ter um mercado editorial sólido e ricamente brasiliano.”

A outra escritora e também nossa criadora de conteúdo Vivian Duarte, possui dois livros lançados “Pequeno Segredo” e” O Príncipe Sapo” e começou a escrever desde os 12 anos de idade. Inspirada por livros de romance de banca e Crepúsculo.

Ela concorda com a afirmação de Kronos sobre a preferência de autores internacionais, porque até pouco tempo atrás, ela era assim. Vivian diz que sua visão sobre literatura nacional da atualidade mudou quando, ela leu “Cemitério de Dragões” de Raphael Draccon e “Sorriso do Vampiro” por Vivienne Fair, dois brilhante autores nacionais que trazem em suas obras o diferencial: elementos culturais que só quem é brasileiro entende. A autora diz que não foi só na literatura essa mudança, ela passou a consumir com mais vontade as músicas, após ver como este segmento é valorizado pelo estrangeiro e tão pouco comentado pelos próprios brasileiros “se a música pode romper as fronteiras, por que a literatura não?”

Para os nos novos escritores, ela usa sua frase de efeito que ela escutou pela primeira vez num filme e que a utiliza como meta na minha vida “nunca deixe o medo de errar impedir que você jogue”, em outras palavras ela incentiva eles a perderem o receio acreditarem em si mesmo.  Sobre o futuro do mercado literário, ela acredita na valorização dos desconhecidos “não se deve menosprezar e nem temer o desconhecido, afinal se alguém não tivesse acreditado J.K.Rowling nunca teria lançado Harry Potter”.

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