Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, segue a pegada dos novos longas metragens e  traz um trio de protagonistas femininas para nos contar a história, dirigido pelo diretor Tim Miller (Deadpool), o filme não conta com grandes reviravoltas e nos apresenta uma história morna, mas regada de cenas de ação e momentos nostálgicos.

 A história começa com a chegada de Grace (Mackenzie Davis), uma humana melhorada que está em busca de Dani Ramos (Natalia Reyes), uma mexicana que tem um importante papel na luta contra as máquinas no futuro diatópico, Grace tem o papel de protege-la do androide Rev-9 (Gabriel Luna), um exterminador indestrutível que tem como missão matar Dani. Em contrapartida a isso temos o retorno de Sarah Connor (Linda Hamilton), que agora é uma caçadora de exterminadores, Arnold Schwarzenegger como T-800 e Edward Furlong como John Connor.
 Já no início percebemos que as continuações após o segundo filme da franquia devem ser desconsiderados e com esse pensamento somos apresentados ao longa que não possui uma narrativa muito elaborada, é simples, linear em alguns momentos confusa, mas nada que atrapalhe seu entendimento, não conta com reviravoltas e você não saí da sala de cinema pensando em uma continuação, na verdade a sensação que tive foi que a franquia está saturada.
 Não me entendam mal, eu gosto da franquia Exterminador, mas acredito que já tenham a usado em demasiado, o acréscimo de Linda Hamilton e Edward Furlong me pareceu uma tentativa do estúdio em atrair aos antigos fãs, além do que a direção de Tim Miller traz referências ao primeiro e segundo filme, o que foi até interessante, pois faz com que os fãs sintam-se lembrados e ao acrescentar uma nova narrativa a que já conhecemos o estúdio busca trazer novos fãs, contudo algumas atuações deixaram na minha opinião a desejar.
O filme em sua narrativa nos dá personagens genéricos e em algumas atuações isso foi visível. Mackenzie Davis e Gabriel Luna encarnam seus personagens, literalmente como se estivessem dentro de uma filme de heróis, ela como a heroína com todo o complexo de herói e ele como o mais genérico dos vilões, não digo que ele seja ruim, mas que aquele personagem não me ajudou a ver o seu potencial me deixa com uma impressão um pouco negativa. Linda Hamilton parece ter ganhado uma carga extra que na minha opinião contribuiu para eu gostar de sua atuação. O nosso exterminador favorito não tenho muito o que falar, ele faz o que sempre faz. Agora uma personagem que eu fiquei meio indecisa foi com a interpretada por Natalia Reyes que em alguns momentos, minha vontade era de socar ela e em outras gostar de sua atuação.

Um ponto positivo no filme foi o uso dos efeitos especiais tanto em cenas do passado, como nas passadas no presente e futuro e gostei muito da sonoplastia do longa. Bem aplicada nas cenas e cativantes.
Exterminador do Futuro: Destino Sombrio entra para a franquia como mais um longa, não tendo nada de especial em sua composição e não trazendo nada de novo para o que já sabemos: que alguém irá ser o salvador da humanidade no futuro na guerra contra as máquinas. Se você gosta de ação e não se preocupa com uma história mediana, talvez seja uma boa pedida.
NOTA: 3,0/5,0