Homem-Aranha: No Aranhaverso – Crítica

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Miles Morales (Shameik Moore) é um típico adolescente do Brooklyn que ao entrar numa nova escola sente-se deslocado, mas tudo começa a complicar mais ainda quando o mesmo é mordido por uma aranha e acaba ganhando os poderes e se tornando o novo Homem Aranha. Somos apresentados a vida de Miles que não sabe ainda o que quer da vida, mas com os poderes o mesmo sente que precisa de alguma forma ajudar aqueles que mais necessitam, contudo ele não sabe como fazer, por isso num encontro bem peculiar ele pede ajuda ao Homem-Aranha (Chris Pine) para ajudá-lo a entender. Entretanto algo fatídico ocorre e infelizmente o Homem Aranha é morto pelo Rei do Crime (Liev Schreiber) ao tentar destruir o plano do vilão em trazer de outra dimensão sua esposa e filho. Sozinho Miles começa a buscar dicas de como se tornar o novo Homem Aranha, bem era isso que ele achava até encontrar com outras versões de aranhas. No total são cinco versões diferentes de Miles, o Homem Aranha (Jake Johnson) do universo normal, Gwen Aranha (Hailee Steinfield), Homem Aranha Noir (Nicolas Cage), Porco Aranha (John Mulaney) e Peni Parker (Kimiko Gleen), uma versão do aracnídeo de 3042 que é uma menina japonesa com um robô. Agora com essa equipe reunida Miles precisa, levá-los para casa, destruir o plano do Rei do Crime, sobreviver a isso e ainda terminar o deve de casa, muita pressão para um jovem.

Mesmo sendo uma animação Homem Aranha: No Aranhaverso mostra-se algo sério. A morte do Homem-Aranha mesmo que já soubéssemos que viria acaba se tornando uma surpresa pela forma que é feita e sem contar que começamos realmente a temer o Rei do Crime por isso. O filme apresenta várias piadas que quebram alguns momentos de tensão, mas analisando mais profundamente o longa tem um tom mais maduro. Como, por exemplo, a tensão em fazer as versões dos aranhas voltarem para sua dimensão, pois caso não ocorra eles podem desaparecer para sempre. A pressão que o personagem principal sofre em assumir o manto do aranha, mas o mesmo não estando totalmente preparado para isso. Novamente a morte presente em todas as versões dos aranhas que para finalmente se tornarem um super herói eles precisam perder algo muito valioso para eles e mesmo que as outras versões não tenham sido muito aprofundadas, sentimos por eles. Ou seja, na minha humilde opinião, o filme não é tão voltado para o público infantil, mesmo sendo uma animação.

Homem-Aranha: No Aranhaverso nos arranca muitas risadas, nos faz refletir na maioria das cenas e traz a nostalgia para aqueles que assistiram os filmes do Tobey Maguire, acompanham os quadrinhos, entendem de memes e sentem falta do Stan Lee, sim queridos amigos, o nosso amigo da vizinha se encontra no longa. Não saiam antes dos créditos finais há um gancho para uma possível sequência e uma surpresa para os entendedores de meme.

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