Jojo Rabbit – Crítica

Um menino que vai para um acampamento de escoteiro, mas que por causa de algumas situações ele retorna para o seu lar.

Parece enredo de filme clássico da Sessão da Tarde, mas se trata do longa dirigido pelo incrível Taika Waititi, de Thor: Ragnarok e ganhador do Oscar de melhor roteiro adaptado baseada na obra “O Céu que nos Oprime” de Christine Leunens.


A história é um de um menino de 10 anos Jojo Betzler (Roman Griffin Davis) que é um defensor dos fundamentos nazistas que têm como amigo imaginário nada mais nada menos que Adolf Hitler (Taika Waititi), contudo todos os ideias que ele acreditava é colocado a prova quando ele descobre que sua mãe Rosie Betzler (Scarlett Johansson) está escondendo em sua casa uma garota judia de nome Elsa (Thomazin McKensie) com passar do tempo o jovem menino começa a desenvolver sentimentos pela menina.

O enredo se passa na Segunda Guerra Mundial, para falar verdade nos seus últimos momentos e havia uma preocupação por se tratar de um assunto delicado, mas o diretor conseguiu nortear o longa através da comédia de humor ácido com pitadas de drama.

Claro que a direção foi maravilhosa, mas o elenco de apoio do filme contribuiu também, além dos citados acima o filme conta com Sam Rockell (As Panteras), Stephen Merchant (O Fada do Dente), Rebel Wilson (A Escolha Perfeita) e Alfie Owen Allen (Game of Thrones).


Outro ponto a favor foram as transições entre a comédia e o drama e como eles se encaixavam bem amarrados, sejam pelas cenas onde era visto claramente a ridicularização dos elementos nazistas, como as saudação ao líder ou a forma que os judeus eram retratados para os menores até as cenas dramáticas onde diálogos libertários e pequenas situações sutis eram colocadas em tela para os telespectadores mais atentos.

O amadurecimento do personagem principal é visto claramente principalmente quando vemos que a sua nova amiga começa a influenciar mais ele do que seu amigo imaginário que a cada vez que aparece se mostra mais lunático para o menino que algum dia o idolatrou.


O Jojo Rabbit é aquele tipo de longa perigoso, pois o trama retratado e a forma com que ele será mostrado pode influenciar seu sucesso ou fracasso, contudo se contar com uma direção inteligente e que sabe o que está fazendo pode entregar uma história carismática e reflexiva.

Até mesmo seu cartaz de divulgação contém elementos semelhantes aos cartazes do regime nazista sejam pelas cores atribuídas até na diagramação dos elementos presentes.

Contudo o filme não é apenas elogio, eu saí da sala de cinema com a sensação de que algo faltava para amarrar de vez o final, talvez lendo o livro eu esqueça essa sensação.


Jojo Rabbit é um bom filme que não é cansativo, é divertido em alguns momentos, carismático em outros, mas não esquecendo do seu verdadeiro papel, em tornar o telespectador reflexivo sobre um terrível período que destruiu e marcou uma geração de pessoas.
NOTA: 4,0/5,0

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