Liga da Justiça: Sinyder Cut – Crítica

A epopeia de quatro horas de duração dos heróis da DC, trazida a vida pelos apelos dos fãs desde 2017 é o que a Warner precisava para continuar a criação de seu universo cinematográfico.

Quando Liga da Justiça, estreou em 2017, sob a direção de Josh Whedon, algo me dizia que o longa não seria satisfatório, a troca dos diretores no meio do projeto foi uma afirmação de que veríamos uma mistura de direções opostas. O tão aclamado diretor de Vingadores, trouxe ao longa, uma visão mais cômica, menos pautada no drama e definitivamente nada sombria. Até mesmo o vilão, Lobo de Estepe (Ciarán Hinds) teve seu visual modificado, o deixando pouco ameaçador. Contudo lembro que as duas maiores críticas ao filme foram duas: primeira a falta de contexto da história, que além de ter pontas soltas, entregava um roteiro confuso com soluções mirabolantes que faziam o espectador se questionar de onde elas tinham saído. Segundo o efeito digital posto no rosto de Henry Cavill para retirada do seu bigode.

Com quase duas horas de duração, Liga da Justiça de 2017 foi um fracasso tendo uma ou outra cena que se salvava.  Os fãs obviamente ficaram chateados, porém rumores de que existia um corte do diretor anterior os reanimaram e foi iniciado uma campanha para que este corte fosse liberado.

Foram precisos cinco anos para que isso ocorresse, em 18 de março de 2021, Liga da Justiça – Snyder Cut foi liberado. A princípio o longa seria dividido em episódios lançados semanalmente, porém a ideia foi descartada. O longa de quatro horas de duração, trouxe na minha opinião, o que sempre quisemos: respostas.

Com um roteiro mais amarrado, mudanças nas personalidades dos personagens e uma visão mais sombria, o filme definitivamente traz a visão de Snyder. A fotografia mais fria, jogo de câmeras ora lenta ora rápida e conceito de Deuses também são imperfeitos, faz com que Liga da Justiça tenha inteiramente a assinatura de Zack Snyder.

Personagens antes sendo meros figurantes, ganham mais importância, como o arco de Cyborgue (Ray Fisher). Até mesmo Aquaman (Jason Momoa) mudou, no primeiro longa, ele parecia ser um cowboy estereotipado que usa a violência ao seu favor, mas agora temos um homem mais sério. Flash (Erza Miller) ganha uma nova perspectiva, mesmo sendo o alívio cômico, ele finalmente adquiri uma importância e seu arco é o pontapé inicial para o seu futuro longa, chamado até então de Flashpoint. Mulher-Maravilha (Gal Gadot), não possui mudanças significativas a não ser em suas vestimentas e na forma em que ela é gravada. O foco desse diretor não é em suas pernas, seios ou etc.  Superman, continua incrivelmente forte, realmente o homem é poderoso. Darkeseid foi sensato em não atravessar aquele portal. Agora o Batman (Ben Affleck) perde um pouco sua natureza sombria, deixando a razão de lado em alguns momentos, menos piadista em outras palavras um homem de fé.

Outro ponto a favor do Snyder é ele ter mostrado com mais detalhes, a primeira luta que separou as Caixas Maternas, mantido algumas das minhas cenas favoritas, como a luta dos heróis com o Superman que durou mais um pouco e ter acrescentado novas cenas extras para o final.  Louca para saber sobre o futuro, pós apocalipse, causado pela morte da Lois Lane (Amy Adams) e como dois arqui inimigos tornaram-se quase melhores amigos.








Claro que o filme não é perfeito, possui algumas pontas soltas, mas a que me chamou mais atenção foi: “Onde o Caçador de Marte (Harry Lennix) estava quando eles lutavam contra o Lobo de Estepe?. Creio que preciso de uma boa explicação.  Outra coisa que tenho a reclamar é a falta de coerência entre os longas que vieram depois deles, como Aquaman e Mulher Maravilha, mas isso não é nada gritante.

Liga da Justiça – Snyder Cut é muito bom, fico agradecida de termos tido a oportunidade de ver esse longa e espero que faça sucesso para que a Warner se inspire e lance o corte do diretor do Esquadrão Suicida, porque eu amei os poucos segundos de Jared Leto em cena.  A não posso deixar de ressaltar a homenagem do diretor para sua filha que cometeu suicídio, além de ter dedicado o longa a ela, ele ainda fez um propaganda sobre a prevenção de assunto que infelizmente ainda é considerado tabu na sociedade e ver que algo assim se encontra num blockbuster de super heróis mostra que na minha opinião, a humanização de todos os envolvidos no projeto.

NOTA: 5,0/5,0

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