Madame X

Madame X

Madame X: Esse álbum daqui a uns 10 anos vai ser clássico. Politico igual ao American Life. Muito provocador. Sonoridade de Music em algumas faixas, realmente uma viagem. Adorei o fadinho Killers who are parting e sua pegada politica, que encontra em Extreme Ocident tipo uma continuação. Gritos de protesto pelos excluídos e pelo Oriente.

God Control é disco total e uma das musicas mais Madonna do álbum (se é que existe isso). As adolescências dela se fazem necessárias, como a Faz Gostoso com Anita (sem delongas sobre a faixa) e Bitch I’m Loca com Maluma, mas faz parte. Nao posso me esquecer de Medellin, que iniciou a “era” (apesar de odiar a palavra) e Dark Ballet, que é sua própria Bohemian Rhapsody.

Madonna esta madura, com uma mensagem politica forte, gritando-a pra todo mundo ouvir. Algo que começou mesmo na MDNA, passou pelo Secret Project e a Revolution of Love, tentou se firmar no Rebel Heart mas só agora com a Madame X realmente se firma.

Acho que temos que analisar as coisas como um todo, uma obra em volumes e fazer as ligações entre elas para entendermos todo o conceito. Não é com uma, duas, três audições que vamos conseguir isso, mas só depois de internalizarmos o álbum por completo, passada a euforia do lançamento. Realmente gostei muito do que ouvi.

Tem Madonna pra todos os gostos e ela esta mais viva e ativa do que nunca. Se nos anos 90 ela gritou pela libertação sexual com Dita Parlo, com Madame X ela abraça todo mundo que precisa de sua voz. Em um mundo tão virado de cabeça pra baixo, precisamos de muitas Madames X.