Marighella: de polêmicas a protestos, tudo sobre o filme de estreia de Wagner Moura como diretor

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Marighella, filme de estreia de Wagner Moura como diretor ainda nem possui data prevista para estrear no circuito nacional e já vem causando grande movimentação na redes sociais, a cinebiografia que conta a história de Carlos Marighella, ex-deputado, poeta e guerrilheiro brasileiro que foi assassinado pela ditadura militar em 1969, debutou internacionalmente no Festival  de Berlim e foi a plaudido de pé pelos presentes. 

O Protesto

Wagner Moura entrou com uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco. A execução da ativista e de seu motorista Anderson Gomes completou onze meses e, até o momento, o crime permanece sem solução. O público acompanhou a entrada da equipe gritando “Marielle presente”.

Manghella

A direita atacou e a esquerda contra-atacou 

Mesmo sem terem visto o filme 15 mil pessoas resolveram dar notas negativas ao filme no IMDB ( Internet Movie Database) e na manhã de segunda-feira o filme tinha nota de 2,9, entretanto a plataforma rapidamente percebeu que se trava de uma campanha organizada e no mesmo dia tirou do ar o sistema de avaliação  para o filme e também as resenhas dos usuários. Já a esquerda ao percebe o linchamento( no domingo) online do longa logo contra atacou também indo avaliar o filme, porém dessa vez com notas altas.  Ou seja nenhuma das notas dadas ao filme tinha relação com ele e sim com ao “atrevimento” de Wagner de lançar um filme sobre um personagem de esquerda em meio ao cenário politico de 2019. 

Marighella era negro?

Depois da estreia do longa mais uma outra polêmica foi levantada, Ao falar sobre o filme, Wagner Moura, ao lado de Seu Jorge, afirmou que o Estado brasileiro é racista e comparou a morte de Marighella ao da deputada estadual Marielle Franco. “Marighella, negro, revolucionário, foi assassinado por forças do Estado em 1969 no seu carro e, 50 anos mais tarde, uma vereadora negra morreu da mesma forma nas mãos, provavelmente, de agentes do Estado”, disse Moura. O diretor ainda completou afirmando que a polícia brasileira não é treinada para proteger seus cidadãos, mas o Estado, que segundo ele, escolhe seus inimigos.

Após a  declaração de Moura e da escolha de Seu Jorge como protagonista, internautas colocaram em dúvida a etnia de Marighella, comparando fotos do guerrilheiro e do ator e usando até mesmo um documento que supostamente é a certidão de óbito do guerrilheiro, onde consta como branca, a cor de pele de Mariguella.

Mas a verdade é que ele era negro sim e o próprio autor de sua biografia confirma isso, de acordo Magalhães, não há dúvidas de que Marighella não era branco. Tanto que foi vítima de racismo em diferentes episódios. “Inimigos de Marighella sabiam que ele não era branco. Em 1947, o deputado Marighella criticou colega que levara um carro (a “Baronesa”) da Câmara para a Bahia. Altamirando Requião reagiu: ‘Não permito que elementos de cor, como V. Ex.ª, se intrometam no meu discurso'”, escreveu o biógrafo em um dos dois posts que publicou no Twitter sobre o tema:

Muita polêmica, né? Uma coisa é certa a estreia de Wagner Moura como diretor  não passará em branco, mesmo que não chegue aos cinemas nacionais seu filme já marcou a história do nosso cinema. 

 

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