Parasita – crítica

O ganhador de quatro Oscar mostra o motivo de tanto alarde por seu enredo. Uma história cativante que envolve diversos gêneros, como: comédia, drama e muita crítica social.


Uma família tradicional coreana muito pobre vê a sua vida mudar quando o Ki-Woo (Choi Woo-shik), do dorama Fated to Love começa dar aulas de inglês para a filha de um casal rico, quando oportunidades começam surgir, ele traz sua família para ingressar nos mais diversos empregos.

Sua irmã Ki Jeong (Park So-dam conhecida pelo dorama Cinderela e os Quatro Cavaleiros que você encontra na Netflix,) como a professora de arte do filho pequeno do casal de rico, o pai Kim Ki-Taek (Song Kang-ho), como o motorista da família e a sua mãe Choog-Suk (Jang Hye-jin) como a governanta, entretanto o que parecia ser algo muito fácil acaba se tornando algo muito maior quando seus segredos são descobertos.


A primeira coisa a se falar sobre essa obra é como ela me chocou, desde 2010 comecei a me interessar pela cultura corena e seus projetos na área de cinema e televisão, mas nunca tinha visto nada parecido, geralmente as histórias mostradas nos dramas disponíveis tanto pela Netflix ou em sites se diferem de maneira extrema do longa.

A pobreza em Parasita  foi retratada da maneira mais realista possível o que choca o telespectador que nunca havia se aventurado por produções assim.

Outro ponto que ressalto, mas esses eu já havia percebido em outras produções é como ricos e pobres se diferenciam e como as histórias retratam isso.

O preconceito é evidente e muitas das vezes ele não é sutil é como um tapa na cara do telespectador que sente empatia pelas situações da família pobre e como ficamos chocados pela falta de empatia da família rica que se mostra individualista pensando apenas em seu bem estar e usando o dinheiro como a solução para tudo.


O diretor Boon Joon-ho, conhecido pelo seu trabalho em O Hospedeiro mostrou para o mundo, problemas de um país que até então era visto como “perfeito”, sejam pelos seus sucessos dos dramas ou com a música tendo o principal representante BTS.

A realidade ali retratada contradiz com a imagem passada e isso de alguma forma é bom, a crítica social presente incomoda aqueles que tentam mascarar a realidade o que promove um debate e olhares mais atentos a um país que na atualidade estão influenciado uma geração de pessoas.

Parasita, na minha opinião, se mostra merecedor por todo o reconhecimento que adquiriu nas premiações e realmente espero que as barreiras sejam retiradas e mais produções com esse cunho ganhem mais espaço, pois nada como um bom filme com uma crítica social forte faz com que um governo se mexa e mostre soluções para os problemas.
NOTA: 5,0/5,0

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