Robin Hood: A Origem – Crítica

0
3

Numa história que não tem muito sentido, o filme se sustenta com vários clichês nos arrastando para um final que poderia ter uma continuação, mas que eu penso que nunca irá sair do papel.

Robin Hood: A Origem como o próprio nome já diz conta a história de como o Robin: The Loxley (Taron Egerton) se tornou o Príncipe dos Ladrões da floresta de Sherwood.

Tudo começa quando o mesmo é convocado para ir as Cruzadas lutar pela bandeira inglesa, no meio desse tempo, ele acaba conhecendo John ou João Pequeno (Jamie Foxx) e uma amizade para lá de confusa surge entre eles, de volta a sua terra Robin descobre que seu grande amor Marian (Eve Hewson) está com Will (Jamie Dornan), sua casa destruída, sua vida acabada e tudo por causa do Xerife de Nottigham (Ben Mendelsohn)

.
Com um elenco conhecido e uma história para lá de adaptada não teria muito de novo o que contar, mesmo que seja a origem do personagem, o filme não busca mostrar tanta profundidade. Na verdade em tudo, na história, no aprofundamento dos dramas vividos por cada personagem, no contexto histórico social que é mostrado no longa e infelizmente até mesmo nas atuações.

Taron Egerton, da série de filmes Kigsman e Jamie Foxx, o ganhador do Oscar pelo filme Ray (2004), dão vida aos personagens principais que ficam encarregado de nos fazer querer acompanhar a história, mas simplesmente eles não conseguem, mesmo eu me esforçando, a minha vontade foi de sair da sala de cinema. Ben Mendelsohn encarna o impiedoso Xerife, mas que a sua performance estava tão forçada que o máximo que ele conseguiu arrancar de mim foram risadas, sem levar em conta outro personagem muito caricato o Cardeal, interpretado pelo ator F. Murray Abrahan, ganhador do Oscar pelo filme Amadeus (1984).

Claro que tenho coisas boas para falar do longa, nas verdade são duas: primeiro Tim Minchin como o adorável Frei Tuck, gostei da forma que o ator interpretou o personagem creio que ele soube balancear e definitivamente as cenas de ação, muito bem organizadas e alucinantes e posso dizer que apenas elas me prenderam até o final da sessão.

Robin Hood: A Origem é uma quase uma versão de Batman Begins, mas o que compensa no último falta completamente no primeiro. Infelizmente o diretor Otto Bathurst não soube aproveitar o elenco e nem a história em si. Uma pena, pois caso tivesse tido cuidado, seria uma boa franquia para se fazer.

Assista ao trailer:

[su_youtube url=”//www.youtube.com/watch?v=c-ldRMnzvaI” width=”360″ height=”280″]

Que tal compartilhar conosco sua opinião?