Velozes e Furiosos 9 – Crítica

A franquia ganha mais um longa e o retorno de personagens até então “mortos”. O nono filme se encontra mais alucinante e tenta ao trazer personagens antigos um sentimento nostálgico aos telespectadores.

Não é de hoje que Velozes e Furiosos deixou de ser um filme sobre corridas ilegais e roubo de carga. Atualmente temos um grupo de pessoas invencíveis que topam qualquer coisa inclusive ir ao espaço.

Nesse longa vemos sobre o passado da família Toretto. Descobrimos que além de Mia (Jordan Brewster), Dom (Vin Diesel) possui um irmão chamado Jakob (John Cena) que por situações adversas acaba se tornando um obstáculo para Toretto e sua família.

(from left) Dom (Vin Diesel) and Jakob (John Cena) in “F9,” directed by Justin Lin.

Desde o primeiro longa o termo família é utilizado e de fato eles se tornaram uma, tanto que nos preocupamos com o bem estar deles.  As peripécias realizadas pela família Toretto deixariam qualquer um de cabelo em pé, porém alguns parecem estar normalizados com as coisas que precisam fazer para salvar o mundo. Eles se tornaram um espécie de Missão Impossível com Esquadrão Suicida.

Apenas o personagem de Roman Pearce (Tyrese Gibson) externa o quão louco é as coisas que eles fazem e fizeram.  Se tornando o alívio cômico por demonstrar preocupação com as loucuras realizadas pela família e como elas são ignoradas pelos demais.

Os personagens que na minha opinião possuem um fardo maior é Han (Sung Kang) e Jakob. Ambos tem um único objetivo tentar suprir a falta de Brian (Paul Walker). De todos os envolvidos estes dois são os que mais possuem envolvimento emocional com Toretto. Jakob por ser irmão de sangue e Han por ser irmão de vida. 

Desde a fatalidade que acometeu Paul Walker este foi o longa que mais senti sua falta. Acredito que pelo aparecimento de um irmão perdido da família Toretto me fez pensar como o personagem de John Cena reagiria em ver a cumplicidade que Dom e Brian possuíam um com o outro. Talvez a raiva dele fosse maior e em ver que foi substituído por uma outra pessoa. Seriam cenas interessantes de ser ver. 

O vilão é muito caricato, o filhinho de papai que quer dominar o mundo.  Thue Ersted Rasmussen, o ator dinamarquês que dá vida ao personagem passou a essência correta, em todas suas cenas minha vontade era de atravessa a tela e socar sua cara. Agora não posso deixar de elogiar a interpretação de Charlize Theron, a mulher é maravilhosa, sua personagem consegue por meio de palavras destruir sua saúde mental. Fatal, sexy e inteligente a combinação que deixa qualquer outro vilão no chinelo. Quero ver mais sobre ela. Agora vamos falar do que o filme deixou a desejar, novamente ressaltando que essa é a minha opinião. A primeira coisa que ressalto é o drama que a história tenta nos passar com a história dos irmãos Toretto, foi tão superficial que não fiquei surpresa com o final que ambos tiveram. A segunda coisa foi o aparecimento de Lucas Black que retorna com os eu personagem Sean de Desafio Tóquio. Quem assistiu a esse, via claramente que Sean e Han eram irmãos, se importavam um com o outro, havia uma carga emocional entre eles. Porém o reencontro de ambos não atendeu minhas expectativas e transformaram Sean, num mecânico meio boca aberta, sem nenhum apelo. Entendo que ele não poderia roubar a cena, mas poderiam ter mantido a essência apresentada em Desafio Tóquio

Terceiro é a falta de non-sense de algumas cenas, não irei me aprofundar, porque se não estarei dando spoiler, mas a cena do espaço, principalmente quando dois personagens retornam me fez pensar, como diabos eles iriam explicar isso para as autoridades.  

O filme deixa o final aberto para uma continuação, por isso crianças não se levantem até os créditos, porque tem uma cena extra.

Velozes e Furiosos 9 encontrou sua fórmula de sucesso e assim como a Marvel replica em todos os filmes. Acredito que estaremos juntos com a família Toretto por mais algum tempo.

Nota: 3.5/5.0

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