Voice – Crítica

O menor dos barulhos pode salvar uma vida.

A vida de dois policiais acabam se conectando por meio de um terrível crime.  Kang Know-Joo (Lee Ha-Na) trabalha no serviço de atendimento de emergência e Moo Ji-Hyuk (Jang Hyuk), detetive da Unidade de Crimes Violentos têm seus entes queridos assassinados pelo mesmo homem e buscam levar ele a justiça por esse crime. Porém ninguém sabe quem ele é, apenas Kang Know-Joo que ouviu sua voz em ambos os assassinatos, afinal ela possui uma condição especial que a faz ter uma audição super apurada. Porém ninguém acredita em suas palavras o que a faz entender que a conspiração envolta disso, assim decide se ausentar por algum tempo. Três anos depois, ela retorna e começa a trabalhar no mesmo local que Ji-Hyuk que a odeia, mas é obrigado por ela a se unir a sua equipe especial Hora Ouro, que têm por objetivo salvar as pessoas no menor tempo possível. Com o tempo eles percebem que possuem pontos em comum e se juntam para pegar o assassino junto.

Voice, é aquele tipo de seriado que te prende desde o primeiro episódio. A forma que o assassino se mostra, a brutalidade com que ele comete seus crimes e seu tique nervoso deixam você com os cabelos da nuca arrepiados, o ator que o interpreta fez jus a psicopatia do personagem. Outro destaque vai para o ator que interpreta o detetive principal, sua melancolia com o olhar insano que assume quando prende os bandidos é de arrepiar. A cena onde ele mostra o motivo de seus colegas de trabalho o chamarem de “Cachorro Louco” foi uma sequência de ação bem coreografada e de tirar o fôlego.

Em contrapartida ao enredo principal, somos apresentados a histórias secundárias de casos que ocorrem no decorrer dos episódios, sendo usados como crítica social para os problemas do país e alguns possuem ligação com a narrativa principal.  Durante os episódios, vemos a evolução da relação dos personagens que se tornam verdadeiros parceiros um se preocupando com o bem estar do outro.

Esse kdrama se diferencia dos enredos que estou acostumada, a narrativa é fechada e não apresenta pontas soltas, tudo se conecta no final, igual a um quebra-cabeça e faz sentido, não parece que os roteiristas criaram e jogaram no ar, eles fazem questão de fechar o arco da história com maestria.

Essa história se encontra na Netflix e possui 16 episódios de quase uma hora de duração, porém eles valem a pena, tanto pelo enredo como para as sequencias de ação e o mistério a ser desvendado.

NOTA: 5,0/5,0  

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